No final - o grand finale! - de seu discurso esperado como um roteiro de ação para a oposição ao governo Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não trouxe nem novidades nem agenda nenhuma a ser seguida pelos oposicionistas.
O grand finale veio com o choque de gestão pública, já que não basta avanços sociais sem avanços na gestão pública, é preciso administrar bem - lógico, a la Aécio em Minas Gerais! Como vemos nenhuma novidade. Uma repetição do discurso tucano, derrotado em três eleições presidenciais.
Nenhuma proposta alternativa, a não ser a óbvia, e que ele mesmo reconhece no pronunciamento que a presidenta da República apoia: a redução dos impostos em setores estratégicos da economia (..).
Nenhuma autocrítica. Sequer a exposição de uma visão crítica da crise da oposição, do desmantelamento do DEM, do sumiço do PPS, da cisão do PV, da eterna briga entre os tucanos - entre ele próprio, José Serra, Geraldo Alckmin e cia - e nada sobre o mundo.
No tamanho e no estilo elitista-saudosista dos tucanos
O senador parece viver prisioneiro (da Serra) das Mantiqueiras. Para ele, o Brasil profundo não existe, a América do Sul idem, e não está acontecendo nada no mundo. Não há nenhum reconhecimento dos avanços do Brasil nos últimos 10 anos.
Nem a criação de 15 milhões de empregos ou a redução da pobreza, nem o crescimento econômico e os investimentos em infraestrutura. Sequer os avanços no setor de petróleo e gás, o pré-sal, ele citou. O pronunciamento "vendido" ao Brasil quase como um roteiro do que seria a atuação da oposição, uma peça em que ela diria a que veio, foi quase uma colagem do discurso da última campanha de José Serra.
Não faltou nem a surrada acusação de que o PT esteve na oposição entre 1985 e 2002, enquanto eles, tucanos, construíam o Brasil. Quanta pretensão! Mas, enfim, ficou bem no tamanho, e bem ao estilo do elitismo e do saudosismo que hoje dominam o tucanato.
Com blogs
Deputado insubordinado se livra das punições
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Deputado que desacatou a mídia livre e democrática do país se livrou
misteriosamente das punições que lhe são devidas criando uma insegurança
jornalística ...

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